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ESPORTE CLUBE VITóRIA

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História

Fundado em 13 de maio de 1899, foi o terceiro clube brasileiro em atividade a praticar o futebol.[15] O Vitória nasceu da iniciativa pioneira dos irmãos Artur e Artêmio Valente.[16] Vindos de uma tradicional família baiana, adquiriram o gosto pelo cricket na Inglaterra, onde estudavam. Ao retornar ao Brasil, trouxeram na bagagem a paixão pelo esporte.
 
Na época, o cricket dominava a preferência dos baianos, mas o esporte era restrito aos imigrantes ingleses, restando aos brasileiros o podre "privilégio" de repôr as bolas em campo, quase o mesmo dever que os gandulas de hoje exercem.
 
Cansados dessa discriminação, dezenove jovens tiveram a ideia de criar uma agremiação que os livrariam desse fardo e não mais os privariam de praticar o esporte.[18] Então, no dia 13 de maio, uma reunião foi marcada para a casa dos irmãos Valente, e teria ainda participação dos amigos Adolfo Irineu dos Santos, Alberto Teixeira, Antonio Giz Almeida, Antonio Peixoto Guimarães, Augusto Francisco Lacerda, Carlos Carvalho, Carlos Oliveira Teixeira, Fernando Kock, Hebert Filgueiras, Joaquim Espinheiro Costa Pinto, Joaquim Rodrigues Chaves, Jorge Wilcox, Juvenal Teixeira, Leobino Cavalcante, Octavio Castro Rabelo, Pedro Gonçalves Almeida e Quintino Fontes Ferreira, todos moradores do Corredor da Victória.
 
A reunião começou com muitas dúvidas sobre qual nome teria o clube que rivalizaria com os ingleses. Com esse objetivo em mente, muitas sugestões patrióticas foram dadas, como Club de Cricket Bahiano ou Club de Cricket Brasileiro. Porém, a ideia de homenagear o lugar onde todos moravam, com Victória, de Arthêmio foi escolhida.
 
Tão grande era o desejo nacionalista de se impôr aos imigrantes da Inglaterra que as cores inicialmente escolhidas foram o verde e o amarelo. Porém, o preto e branco foi logo incorporado pela falta de material esportivo com as cores da bandeira do Brasil. O rubro-negro tradicional apenas foi adotado um tempo depois.
 
No cricket, o Victória vinha fazendo sucesso, mas com a volta de José Ferreira Júnior, o Zuza Ferreira, que passou alguns anos estudando em terras inglesas, à Bahia, o cenário local mudou. Zuza trouxe com ele um esporte diferente, que logo viraria febre entre os jovens baianos e brasileiros, o futebol.
 
Leão da Barra
 
Em 1902, já praticando outros esportes como futebol, remo, natação, atletismo e o próprio cricket,[23] que levava no nome, o Club de Cricket Victoria se transformou em Sport Club Victoria.
 
Começando no futebol
 
No futebol, o Victoria disputou sua primeira partida no dia 22 de maio de 1901, contra um time formado às pressas por integrantes das tripulações dos navios ingleses atracados no porto. A partida teve como resultado um triunfante 3 a 2 para o time local.
 
A estréia do time principal do Vitória foi em 13 de setembro de 1903, ano da inauguração de seu departamento de futebol. Numa partida muito disputada, marcando também a inauguração do Campo dos Mártires, chamado atualmente de Campo da Pólvora, o Leão derrotou o São Paulo Bahia Football Clube, time formado por integrantes da Colônia Paulista, por 2 a 0. Em 1904, muitos outros times já tinham sido fundados na Bahia e o futebol não era um esporte tão desconhecido para o público. Grandes platéias se formavam para assistir aos jogos, ao som de bandas de música e fanfarras. Nesse ano, foi um dos fundadores da primeira Liga de Futebol da Bahia, chamada de Liga Bahiana de Desportos Terrestres, que iria organizar o primeiro Campeonato Baiano de Futebol, no ano seguinte. O Club International de Cricket levou a taça, enquanto o Vitória conquistou o terceiro lugar.
 
Durante essa época, cheia de novidades para os jovens que experimentavam o novo esporte, o remo, já tradicional, despontava como atividade principal do Vitória. O Vitória também revelou talentos no atletismo, polo aquático (esporte em que ficou dois anos invicto), natação e até mesmo xadrez. O pioneirismo do clube o levou até a fundar a Federação Bahiana de Pugilismo.
 
Elenco do Victoria campeão baiano de 1908
 
O Vitória iniciou sua jornada de conquistas no futebol, após ter sido vicecampeão nas duas edições anteriores, em 1908, quando se tornou, pela primeira vez, campeão baiano num campeonato disputado apenas por três clubes pela primeira vez, devido a saída do Bahiano, que dissolveu-se. O bicampeonato veio no ano seguinte.
 
Depois de ser vice-campeão por mais duas ocasiões, em 1911 e 1912, a liga foi abolida por prováveis divergências internas. Assim, outra liga tomou parte do campeonato em 1913, dessa vez admitindo jogadores e clubes de classes inferiores e, principalmente, negros, o que não agradou os clubes da "velha guarda". O Vitória e os outros times que faziam parte da organização dos campeonatos até então não concordaram com o novo estilo e abandonaram a liga, abrindo espaço para outros clubes se inscreverem.Assim, de 1913 a 1919, o rubro-negro não participou do certame, deixando que outros times se consolidassem no estado e tomassem conta dos títulos baianos, fazendo com que, no seu retorno, em 1920, o Leão não obtivesse o mesmo êxito com suas equipes.
 
Partida entre Victoria e Santos Dumont pelo Baiano de 1907.
O Vitória ficou de fora ainda das edições de 1930, 1931 e 1937, devido ao seu problema com o amadorismo. Nas décadas de 1930 e 1940, os jogadores eram, em sua maioria, universitários, que deixavam o time assim que se formavam. Quando não, o Vitória perdia os jogadores para outros times que ofereciam altos salários, times já profissionais.
 
Apesar desses problemas, o rubro-negro conseguiu se sagrar hexacampeão do Torneio Início, em 1926, 1941, 1942, 1943, 1944 e 1949, torneio de grande credibilidade na época e que não deixou o time da Barra ser esquecido pelos torcedores.
 
Profissionalização e títulos
 
No começo da década de 1950, o Vitória ainda não tinha se profissionalizado totalmente, já tinha deixado de disputar diversos campeonatos e, assim, não conseguido títulos por um bom tempo. Esse "problema" foi resolvido em 1953, numa partida emocionante contra o Botafogo.
 
A década de 1990 foi certamente uma reviravolta na história do Vitória. Uma nova diretoria havia tomado controle do time alguns anos antes com promessas de torná-lo um clube de ponta do Brasil. A primeira conquista foi a independência financeira, já que o clube ainda vivia de doações e favores de seus torcedores ilustres.[47] A gestão se caracterizou pelo alto investimento (ainda que baixo para os padrões do futebol brasileiro na época) nas categorias de base,[48] o que deu resultado: com seis conquistas do Campeonato Baiano de Futebol (1990, 1992, 1995, 1996, 1997 e 1999) contra quatro do rival, o Vitória consolidou a hegemonia estadual e diminuiu a larga vantagem do arquirrival em títulos estaduais e confrontos diretos do clássico Ba-Vi, o maior clássico do Nordeste e um dos maiores do Brasil.
 
Vice-campeonato brasileiro
 
A década começou promissora, com o terceiro bicampeonato da história do rubro-negro, em 1989-90.[46] Três anos depois, no seu retorno à Série A, o Vitória montou um elenco modesto, dando prioridade à sua divisão de base, que viria a ser sua principal arma para o futuro. Nomes como Dida, Paulo Isidoro, Alex Alves, Rodrigo, Giuliano foram incorporados ao elenco principal naquele mesmo ano, e foram peças fundamentais para a campanha do Leão no certame.
 
Depois de eliminar times como Flamengo, Santos e Corinthians, o Vitória chegou à final contra o milionário Palmeiras. A diferença entre os dois clubes era gritante. Para se ter uma ideia, a folha salarial inteira do time baiano correspondia apenas ao salário de Edmundo, atacante do time paulista. O Palmeiras acabou vencendo os dois jogos da final, levando o título e deixando o vice-campeonato para o rubro-negro.
 
Tricampeonato baiano e Nordestão
 
Só em 1997 o Vitória voltaria a fazer uma campanha satisfatória no Campeonato Brasileiro, ano em que terminou em 9° lugar, a 1 ponto da classificação à fase final. 1997 também foi o ano do primeiro Tricampeonato Baiano do time da Barra[51] e da sua primeira Copa do Nordeste, certame no qual obteve 5 triunfos, 2 empates e apenas 1 derrota, feitos conseguidos depois de bater o arquirrival Bahia nas finais de ambos campeonatos.
 
Na campanha do tricampeonato, o Leão teve 17 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Somando-se os números das campanhas anteriores, 1995 e 1997, tem-se 93 jogos, 62 vitórias, 20 empates e 11 derrotas.
 
Centenário
O tetracampeonato não veio em 1998, mas em 1999, ano do centenário do rubro-negro baiano, outra "dobradinha" veio e mais uma ótima campanha no Brasileirão, quando ficou na 3ª colocação, sendo eliminado pelo Atlético Mineiro, nas semifinais. Depois de terminar a fase de classificação na 6ª posição, o Vitória, comandado por Toninho Cerezo, enfrentou, nas quartas-de-final, o Vasco da Gama, fazendo, logo no primeiro jogo, uma partida memorável, que é muitas vezes denominada o melhor jogo do time na Era Barradão, tendo vencido por 5 a 4 o time do Rio de Janeiro. Empatou os outros dois jogos e avançou às semifinais, onde enfrentaria o Atlético Mineiro. Depois de vencer um e perder outro jogo, sucumbiu na terceira partida e deu adeus à competição.
 
A conquista do Baiano foi a mais polêmica da história do Vitória. Título dividido com seu rival tricolor, até hoje é motivo de discussões. A Copa do Nordeste desse ano veio novamente numa final contra o mesmo Bahia, em dois jogos, tendo o rubro-negro vencido o primeiro jogo por 2 a 0 e o rival o segundo por 1 a 0.
 
A década de 2000 começou da mesma forma da anterior, com outro bicampeonato estadual e mais planos de manter a hegemonia que, pela primeira vez depois de 80 anos, voltara do rubro-negro.
O ano de 2001 foi o único da década em que o Vitória não comemorou alguma conquista. Em todos os outros, o título estadual ou uma promoção foi motivo de orgulho para os torcedores, como aconteceu nos dois anos seguintes, quando venceu os Campeonatos Baianos de 2002 e 2003, além da Copa do Nordeste de 2003.
 
Série B após treze anos
 
O ano de 2004 foi um dos anos mais irregulares e estranhos da história do clube. Com contratações de peso como os baianos recém campeões do mundo pela Seleção Brasileira Vampeta e Edílson,[56] esperava-se muito do time no ano.[57] O começo foi empolgante, após ganhar o Baianão 2004, a Taça Estado da Bahia de 2004 e um início avassalador, ficando na ponta do Campeonato Brasileiro e chegando às semifinais da Copa do Brasil, diversos problemas, financeiros e sociais, abateram o elenco ainda no primeiro turno do Brasileirão e o Vitória entrou em queda livre e foi rebaixado para a Série B.
 
Tetra campeonato baiano e Série C
 
As promessas de retornar o time baiano à elite no ano seguinte da diretoria foram ajudadas pelo bicampeonato da Taça Estado da Bahia e o inédito e histórico tetracampeonato Baiano em 2005, de forma invicta, com 9 vitórias e 5 empates em 14 jogos, consolidando de uma vez por todas o domínio rubro-negro no estado.
 
Os números totais dos quatro campeonatos que conquistou são ainda mais expressivos. Em 54 jogos, o Vitória triunfou 35 vezes, empatou 13 e perdeu apenas 6 partidas, dando um aproveitamento total de mais de 72% ao time da Barra.
 
Apesar dessas conquistas, o time sofria com sua fraca defesa. Na Série B, apesar de ter lutado o campeonato inteiro por posições que o levariam à próxima fase do campeonato, o time entrou mais uma vez em queda livre e, das cinco últimas partidas disputadas, o rubro-negro só conquistou um ponto.
 
Mesmo assim, as chances de cair ainda eram remotíssimas, era preciso uma combinação de, pelo menos, quatro resultados para fazer o Leão ser rebaixado. Mas o que parecia impossível aconteceu. Junto ao seu maior rival baiano, sucumbiu à vergonha de jogar a Série C no ano seguinte.
 
A tragédia foi tão grande que a diretoria foi trocada, o elenco quase inteiro foi dispensado e ainda deixa suas marcas, como processos, dívidas e mágoas entre torcedores e/ou antigos funcionários do clube.
 
Retorno à Série A
 
Em 2006, o Vitória ainda sentia a tragédia e perdeu o Campeonato Baiano para o modesto e organizado Colo Colo, quebrando um tabu de quase 40 anos sem que um clube do interior conquistasse o campeonato. Mas a volta por cima ainda estava por vir. Depois de ter conquistado o tricampeonato da Taça Estado da Bahia, o Vitória, com um elenco formado basicamente por apostas e revelações, conseguiu fazer uma campanha não tão brilhante, mas melhor do que todos esperavam, se tornando vice-campeão daquele ano e ascendendo à Série B.
 
No ano de 2007, as promessas eram mais difíceis e a expectativa era de muita competitividade na tão disputada Série B daquele ano. Mas o clube conseguiu manter uma regularidade quase nunca vista na sua história, permanecendo nas primeiras posições do campeonato o ano inteiro e voltando à elite do futebol brasileiro. Até hoje, apenas o Vitória conseguiu esse feito (ser rebaixado para a Série C e voltar à Série A dentro de campo, sem precisar de viradas de mesa, como era comum no futebol brasileiro, e permanecer na elite).
 
Em 2010, com uma campanha superior ás do rivais, sagrou-se, pela segunda vez, tetracampeão baiano, ao derrotar novamente o Bahia na final.Com o segundo tetra consecutivo, foi, ao lado do Fortaleza, o campeão estadual da década, como o maior vencedor brasileiro de campeonatos estaduais, com oito títulos.
 
Na Copa do Brasil, o time baiano conseguiu chegar pela primeira vez à final da competição, decidindo o título contra o Santos, time mais badalado do país (história que o clube vivera dezessete anos antes, em 1993). Após perder por 2 a 0 na Vila Belmiro e vencer por 2 a 1 no Barradão, acabou com o vicecampeonato.
 
Na volta do Nordestão, que não era realizado desde 2003, o clube conseguiu conquistar o seu quarto título regional, jogando com o time "B", ao derrotar o ABC na final por 2 a 1.
 
Novo rebaixamento e 2011
 
Porém, na disputa do Brasileirão, foi rebaixado ao terminar o certame na 17ª colocação, precisando vencer o Atlético Goianiense na última rodada em casa e apenas conseguindo um empate em 0 a 0. Mesmo com quase 40 mil pessoas no Barradão na partida (fato que ocorreu nos últimos quatro jogos do clube no seu estádio) o time não conseguiu marcar um gol sequer.
 
O Vitória é um clube que se destaca também devido às suas categorias de base, que já foi apontada pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport como "um dos 7 maiores celeiros de craques do mundo".
 
Jogadores a nível de Seleção Brasileira como Bebeto, Dida, Vampeta, Rodrigo, Júnior, Dudu Cearense, Adaílton, Marcelo Moreno, David Luiz, Hulk e muitos que foram considerados grandes revelações do país na época em que foram "lançados" e/ou negociados com clubes de renome do exterior como Alex Silva, Felipe, Obina, Fábio Costa, Matuzalém, Julinho, Adaílton, Alcides, Nadson, Marquinhos e tantos outros.
 
Títulos
 
Copa do Nordeste: (1997, 1999, 2003 e 2010)
 
Campeonato Baiano (1908, 1909, 1953, 1955, 1957, 1964, 1965, 1972, 1980, 1985, 1989, 1990, 1992, 1995, 1996, 1997, 1999, 2000, 2002, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2009, 2010, 2013 e 2016)
 
Taça Estado da Bahia (2004, 2005 e 2006)
 
Torneio Início da Bahia (1926, 1941, 1942, 1943, 1944, 1949, 1953, 1955, 1958, 1961 e 1980)
 
Vice-campeonato brasileiro 1993





Times

Tabela de classificação

Classificação Pos Pts
Bahia 1 6
Vitória 2 0

VEJA A TABELA COMPLETA
E RELAÇÃO DE TIMES DO CAMPEONATO

Artilheiros

Neilton
Neilton

7 GOLS

Esporte Clube Vitória

Salatiel
Salatiel

6 GOLS

Sociedade Desportiva Juazeirense

Vinicius
Vinicius

5 GOLS

Esporte Clube Bahia

Deon
Deon

5 GOLS

Bahia de Feira

André Lima
André Lima

4 GOLS

Esporte Clube Vitória

Brasão
Brasão

4 GOLS

Esporte Clube Jacuipense

Hernane
Hernane

3 GOLS

Esporte Clube Bahia

Zé Rafael
Zé Rafael

3 GOLS

Esporte Clube Bahia