10/02/2012 às 17:43 | Comunicação
O time pode estar em penúltimo, mas seu observador técnico tem olho clínico para focar nos craques em formação, provendo à sua equipe um bom arsenal para os jogos.
O Itabuna Esporte Clube enfrentou o Camaçari, no Estádio Municipal Armando Oliveira, em partida válida pela 7ª rodada do Campeonato Baiano 2012, na última quarta-feira (8). Em passagem por Salvador, a diretoria do clube veio à sede da Federação Bahiana de Futebol conversar com o presidente Ednaldo Rodrigues, aproveitando a visita para tratar de assuntos administrativos.
O Dragão do Sul só tem dois pontos até o momento. Desde o começo do certame não sabe o que é uma vitória, duas vezes ficou num impasse de resultados com o adversário: na estréia foi 1 a 1 contra o Serrano, e contra o Vitória, no dia 29 de janeiro, no Barradão, não fez gols, mas também não tomou.
Com 11% de aproveitamento técnico, o que realmente falta para o réptil futebolista chegar até o topo? Uns podem argumentar que o problema encontra-se na escalada (com toda ambiguidade); palpites mais ordinários poderiam indicar falta de estrutura, mas para quem já conquistou o vice-campeonato da 2ª divisão do ano passado, regenerar quaisquer membros defeituosos nunca foi dificuldade. Contudo, uma parte que tem funcionado muito bem, com devido reconhecimento da cabeça do clube (a diretoria), são os olhos.
Heribaldo Santos, do Itabuna. Foto: Caloan Guajardo (FBF)
Heribaldo Menezes Santos, de 53 anos, trabalha para o Itabuna como observador técnico, cargo mais comumente conhecido por “olheiro”. Ele patrulha os campos, fareja um talento bruto, arrebata-o e o coloca no ninho de sua equipe.
Conhecido como “o Luxemburgo do Cacau”, ele mesmo já figurou como ponta-esquerda. Nos seus “dias de guerra”, lutou pelo Confiança (SE), Operário (PR), Café Futebol Clube (PR), e o Matsubara (PR). No Botafogo (RJ), esteve apenas por uma breve temporada, em 1979.

Os dois Luxas. Foto: Acervo pessoal de Heriberto.
Chuteiras penduradas, aventurou-se com sucesso na carreira de técnico. Foi treinador da divisão de base do River, de Ilhéus, em 94, dois anos depois entrou no Itabuna também para educar os jovens promissores. A partir de 97, ainda lá, passou a exercer essa função de rastrear futuros craques.
Desde então, descobriu talentos como Neto Berola, que hoje é meia no Atlético Mineiro; Alan Bahia, volante do Goiás e Val Baiano, que já jogou no Santos, no Flamengo e no Grêmio Barueri, e em clubes no exterior. Atualmente está disputando o Paulistão, pelo Oeste Futebol Clube.