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Bahia e Leônico triunfam em rodada nervosa no Ipiraense 2012

30/03/2012 às 20:35 | Comunicação

Na batalha interna entre técnica assertiva e audácia, os times quase deixaram seus fãs na incerteza.

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Neste domingo (25), em mais uma rodada válida pelo Campeonato Municipal de Ipirá 2012, tanto o Bahia quanto o Leônico provaram que têm a capacidade de incorporar os dois cisnes, tomando como base esse suspense performático das duas equipes.

Assim como Nina Sayers em Cisne Negro, ambas demonstravam perfeição técnica, com boas chances de gol a cada tanto, passes elegantes, graça e agilidade, enfim, atributos que talvez seus adversários não tivessem. Um pouco mais de ousadia, uma malícia canalizada em destreza, contudo, teriam rendido esses oponentes mais facilmente, já que a opinião geral é a de que os dois times têm fortes chances de alcançar a final.

O Cisne Branco

O Bahia foi testado primeiro. O conjunto mais dedicado do certame. Sem muitas firulas, Pitchaco levou apenas oito minutos para fincar um gol na margem esquerda da meta do arqueiro Cachorrão. Todo mundo sabia que eles conseguiriam dançar o cisne branco com prontidão, mas o fim da partida ainda estava longe.

Sim, tecnicamente o Nacional era inferior, porém sendo a sorte uma concubina que se oferece sem aviso, quis ela que o juiz Zé de Marlene interpretasse um lance como mão na bola, cabendo a Renato equilibrar o placar naquele pênalti aos 28 minutos. Bahia 1x1 Nacional.

O tricolor expusera sua fragilidade na primeira etapa, mas tentaria recuperar sua altivez na segunda. Garantindo a austeridade do meio-de-campo, continuou a assombrar a psique do concorrente, o qual contornava isso aqui e acolá e foi numa dessas oportunidades que Junior, o centroavante rival, estampou a meta do goleiro Alan e quase dava rumo a uma virada.

Foi graças a uma caída de Boca dentro da área que o árbitro resolveu intervir e autorizar outro pênalti. As atenções se voltam novamente para o pé de Pitchaco. Ele se prepara. Ele tenta. Ele falha? Não, ele acerta.

Na próxima cena, um Boca encrespado aparece dando uma entrada violenta num adversário. Cartão vermelho. Mal o torcedor pisca e aos 46 minutos, o cisne, poupado de sua morte, encontra num rebote do Cachorrão o ensejo de aumentar o placar através de Esquerdinha: 3 a 1 para o Bahia!

O Cisne Negro

Então o campo é cedido para o segundo favorito: o Leônico. Aqui a situação foi um pouco mais tensa. Claramente o grupo mostrava um desembaraço que indicaria uma vitória, mas por um vacilo ou outro o Cruzeiro se alegrava.

Aí vem o Jairo, seguindo uma bola na entrada da área, vem bailando em dribles o jovem e aproveita a saída do goleiro Gil; ele mira e lança a bola dentro da envergadura das pernas do rapaz e pronto! Insuspeita, a pelota jazia nas redes de Gil. Primeiro tempo: Leônico 1x0 Cruzeiro.

A garotada do Cruzeiro não se deu por vencida, retornando aos gramados com ganas de empate. Se lhes faltava a experiência, que viesse então a garra ao resgate. Com dinamismo foram armando jogadas assim que conseguiam a posse de bola.

Apesar de todo o ímpeto dessa juventude toda, isso não durou mais que 12 minutos: Marquinhos vai se aproximando, serelepe vai ele pela esquerda, atinge a pequena área e chuta. O velho Gil, descrente, tem de se conformar com o segundo gol.

Pim também estava lá, o palco estava livre, límpido, outro pênalti em advento. Gordo já tinha sido derrubado, o juiz já tinha denunciado aquela falta. A arquibancada em polvorosa, a rede gritando “Me possua!”, e nada. Absolutamente nada, Pim chuta para fora e avante. Diz o marcador: vitória do Leônico por 2 a 0.

Com esses desfechos positivos, os atletas do Bahia e do Cruzeiro se libertam do feitiço que lhes haviam lançado, ao encontrarem o verdadeiro amor na torcida. Sem penhascos, sem finais trágicos.