17/05/2012 às 18:29 | Comunicação
Os atletas de Érico Cardoso despediram-se do título após derrota de 4 a 3 nos pênaltis.
Neste sábado (12), no estádio Doutor Edilson Ribeiro Pontes, aconteceu a partida terminante do III Torneio de Seleções. Às 19h20, o entretenimento foi Livramento x Érico Cardoso.

Foto: Jânio Soares Lima
A seleção de Livramento de Nossa Senhora chegou aos pênaltis como consequência do empate de 2 a 2, despojando o rival desse título com uma vitória de 4 a 3.

Seleção de Livramento de Nossa Senhora. Foto: Jânio Soares Lima
O jogo
Ambas as equipes mostravam-se exaustas. A Semifinal havia recém terminado: Livramento empatara com o arquirrival Paramirim em 0 a 0 e nos pênaltis eliminou o oponente por 4 a 3; Érico Cardoso, por sua vez, enfrentou os atletas de Piatã a partir das 18h10 e seguiu o mesmo caminho.
Apesar de ter tido um tempo maior de descanso, uma vez que jogou às 17h, o mandante estava mais abatido. Mal entrou em campo e já sentiu “dor de facão” – não aquela que se cura colocando uma folha sobre o abdômen, mas outra, causada na tentativa de barrar o par de gols enfiados pelo selecionado estrangeiro.

Seleção de Érico Cardoso. Foto: Jânio Soares Lima
Com cinco minutos de jogo, o atacante Leo Bahia não teve piedade da defesa fatigada e golpeou a pelota contra o goleiro, que por sorte não ficou no caminho do alvo. Aos oito foi o turno de Tito, que deixou o placar confortável até o fim da primeira etapa: Livramento 0x2 Érico Cardoso.
Somente no momento seguinte, após o intervalo, foi que o técnico se valeu de quatro das cinco substituições a que tinha direito, sacando alguns veteranos para suprir o time (até então) perdedor: foram dois laterais, um meia e um volante, lá com seus 16 ou 17 anos.
Eis que o Livramento ressurge. Cláudio Adão – aquele que por pouco não atrasou bastante o Nil Batata na corrida pela artilharia do campeonato rural deste ano – não tardou a marcar seu primeiro tento.
Aos cinco minutos, o craque tabelou com Darlinho, cortou o zagueiro, bateu e acertou ali onde dorme o morcego (ou sariguê), no ângulo superior esquerdo da meta. Mais tarde, aos 17, quando estava na grande área, ele dominou a bola no peito, deu um chapéu num zagueiro, enganou o outro cortando para dentro em jogada que serviu como isca e atraiu o arqueiro para fora e assim, finalmente, tocou bem para o cantinho e nivelou o marcador.

Foto: Jânio Soares Lima
O guarda-metas Candin foi outra peça fundamental para o sucesso dos livramentenses. Ele, que havia sido poupado na parte inicial do confronto, foi convocado e cumpriu bem seu dever, novamente defendendo três cobranças de pênalti – além de ter feito o gol do ouro, rendendo ao grupo o bicampeonato.