21/05/2012 às 19:16 | Comunicação
Assim como em 2005, o time ficou com o troféu. Desta vez, vencendo o Queimadense por 4 a 3, numa partida que mereceu o título de “Grande Final”.
Os duelos decisivos dos campeonatos estaduais já tinham acabado havia uma semana e poucos foram aqueles com placar vistoso, daqueles para o qual os torcedores olham quando o último apito do árbitro soa e pensam “Jogaço! Quase achei que fosse perder, mas valeu a pena!” ou “Jogaço! Minha seleção perdeu, mas a partida foi boa, show de bola!”.
Fluminense, o Campeão Queimadense de 2012. Foto: Marcos Senna
Neste domingo (20), às 16h, no Jongão, teve a Grande Final do Campeonato Queimadense 2012. Ao contrário do Fluminense do Rio, que derrotou o Botafogo por 1 a 0, sua versão de Queimadas, no interior baiano, pôs mais de si na linha e proporcionou ao público um espetáculo que, caso não se iguale em termos de alta técnica (fruto de tantos patrocínios e recursos e muito, muito et cetera), ao menos agradou ao público com um futebol bem humilde.
E por humilde, que não se entenda pobre. Eles não têm verba para manter um craque com salário de seis, sete ou oito dígitos. Isso é bem verdade. Ainda que não contassem com um príncipe no elenco, fizeram como o Santos Futebol Clube e investiram na classe do futebol gusto: arriscado, vencendo a despeito dos gols que leva, o deleite das arquibancadas.
O Santos levou a taça com um pouco mais de folga: 4 a 2 em cima do Guarani de Campinas. O Fluminense suou como um proletariado para poder carregar a taça com um saldo de 4 a 3 sobre o Queimadense.
Principais lances
1º tempo
Aos 6 minutos, Osvaldinho, do Queimadense, recebe um passe e dali mesmo, no campo de ataque, à esquerda, bate e um gol quase foi visto. Isso porque o goleiro Cristiano soube se posicionar e defender.
A resposta do tricolor veio quando José, o único atleta com 100% de cacau no time (i.e., o Chocolate), aos 10 minutos, cruzou nas adjacências da meta adversária e deixou um gosto meio amargo no adversário (ameaçou, mas não conseguiu fazer).
Queimadense, o vice-campeão de 2012. Foto: Marcos Senna
Quem não aprovou o sabor foi Tarcísio, que aos 18 minutos encarou Cristiano e largou seu doce: Fluminense 0x1 Queimadense.
Eis que aos 22 minutos, numa cobrança de falta, Robinho, o “Melhor Jogador da Final”, empata com um tento, acertando ali onde o morcego dorme.
Robinho, o Melhor Jogador da Final. Foto: Marcos Senna
A pressão mútua não cessava. Aos 26, a bola “na área estava e na área não deveria ficar”, assim pensou Ramon, do Queimadense, que resolveu desviá-la apenas para arrepender-se segundos depois, quando o árbitro Rildo reconheceu o gol contra.
Fluminense 2x1 Queimadense. Mais tarde, aos 32, o arqueiro Valter estira-se e com um tapinha lançou o projétil para fora e além, evitando um gol olímpico.
Nos acréscimos finais desta etapa, Robinho testa a memória de Cristiano, que falha, deixando entrar, novamente, a pelota no canto superior esquerdo. A esta altura o goleador já poderia ser chamado de Coringa, perturbando duas vezes o morcegão que ali dormia. Fluminense 3x1 Queimadense.
2º tempo
Mal começou e Ramon, o possível anti-herói, teve participação especial numa cobrança de escanteio, desviando certo e alterando o marcador para Fluminense 3x2 Queimadense.
Robinho chutou da entrada da área aos 14 e com precisão fez seu terceiro gol no confronto, o quarto e último do seu time. Frédson, seu oponente, foi à forra aos 24 minutos e teve seus planos frustrados por Valter.
Tucho, do Queimadense, o Artilheiro de 2012. Foto: Marcos Senna
Aos 41, o artilheiro Tucho corre atrás de uma virada e registra sua passagem no embate: Fluminense 4x3 Queimadense. Nem ele, entretanto, conseguiu aproveitar o tempo adicional para reverter a situação: aos 49 minutos era atestado de óbito para o visitante (metáfora) e de glória para o mandante.
Premiação do Fluminense. Foto: Marcos Senna
O Fluminense – que fora campeão também em 2005 – levou R$5.000, além do troféu e medalhas. O Queimadense levou os seus equivalentes, recebendo R$2.500 como vice-campeão. Já o Barcelona só ficou com o troféu e R$1.000.