08/07/2012 às 12:32 | Comunicação
Entidade também divulgou fotos de estádios brasileiros da Copa
A polêmica se a bola entrou ou deixou de entrar, que toma conta do futebol mundial permanentemente, está com os dias contados para alegria de uns e tristeza de outros. Porém pode chegar para o bem do futebol.
Em uma reunião em Genebra, sede da entidade, com a International Football Association Board, dona das regras, a FIFA aprovou o uso de tecnologia para identificar se a bola realmente cruzou a linha do gol.
Os sistemas já será usado no Mundial de Clubes deste ano como teste e incorporado na Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014, ambos no Brasil.
O Hawk-eye (Olho de Falcão) e o Goal Ref, habitualmente usados em competições de tênis, devem ser utilizados como artifícios de ajuda nas decisões dos árbitros e não como fator decisivo. A autoridade dentro das quatro linhas continua nas mãos deles, ou seja, as interpretações que contará.
A adoção da tecnologia promete levar alguns anos para chegar a todos os torneios do mundo. Isso que não apenas a instalação custa caro, mas as bolas terão de conter um chip especial. Ou seja, um jogo não poderá ser disputado com qualquer bola. A polêmica envolve ainda patentes, já que as empresas que desenvolveram a tecnologia seriam as detentoras dos direitos.
Se campeonatos como o inglês não tem problemas financeiros para instalar a tecnologia, outros não teriam como adotar os instrumentos em estádios no interior da África, Ásia ou da América do Sul. Os cientistas, porém, garantem que com apenas o relógio instalado no pulso do árbitro permitirá que ele tenha a informação sobre o gol milésimos de segundo depois de a bola cruzar a linha.
Uma situação mais delicada vive o presidente da Fifa, Joseph Blatter. Por anos, ele foi um forte opositor do sistema. Mas, em 2010, a entidade mudou radicalmente de opinião quando um juiz não viu que um chute de Lampard havia cruzado a linha do gol e que a Inglaterra havia marcado seu segundo gol contra a Alemanha na Copa do Mundo.
Há duas semanas, um gol legítimo da Ucrânia contra a Inglaterra na Eurocopa também não foi visto pelo árbitro e tirou os anfitriões do torneio.
